Eu queria saber da onde vem a vontade de persistir em algo onde se sabe que não vai dar em nada diferente daquilo que já é
Em algo que nasceu assim, e morrerá assim
Um desafio é excitante
Mas não quando impossível
O dífícil atrai
Mas o impossível, esse daí espanta
É como um imã
Uma ligação
Onde você tenta pular do trem
Mas parece que algo te puxa pra trás
O problema é quando esse algo não é algo que vem do outro lado
Esse algo vem de você mesma, somente disso
Tá dentro de você
E ao mesmo tempo que te empurra
Te puxa de volta
Eu sou minha amiga e minha inimiga
Sei o que tenho que fazer, o que é melhor pra mim
Mas eu mesma não me permito mudar tal situação
É muita loucura achar que é capaz de despertar sentimentos
Emoções
Palavras
Expressões
Vontades
Daquelas que jamais foram despertadas
Uma vez que não é do feitio, do natural
E nem nunca vai ser
Aproveitar o que é oferecido
Ou dispensar aquilo que se tem?
Eu quero
Mas não sei se sou capaz.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
A cada novo dia
Cada dia é uma surpresa
Nunca se sabe como vai ser
Pode se ganhar carinho ou desprezo
Atenção ou rejeição
Demonstração ou silêncio
Nada é sempre igual
Fixo
De certeza
A cada amanhecer uma coisa pode acontecer
Ser bom ou ruim
Agradável ou angustiante
Como pode ter tanto poder em modificar dias?
Tudo depende disso
Gira em torno disso
Como uma montanha russa
Com altos e baixos
E picos extremos de alegria e tensão
Um verdadeiro ponto de interrogação
Desisto de entender
E tenta decifrar
É impossível
Um enígma sem solução
Tudo o tempo todo diferente
Modificando
A culpa será minha?
Só pode ser
Não dá pra saber o que esperar
É uma luta e um desgaste constante
Dos quais eu preciso me desgrudar
E parar de achar que tenho como tornar as coisas melhores.
Nunca se sabe como vai ser
Pode se ganhar carinho ou desprezo
Atenção ou rejeição
Demonstração ou silêncio
Nada é sempre igual
Fixo
De certeza
A cada amanhecer uma coisa pode acontecer
Ser bom ou ruim
Agradável ou angustiante
Como pode ter tanto poder em modificar dias?
Tudo depende disso
Gira em torno disso
Como uma montanha russa
Com altos e baixos
E picos extremos de alegria e tensão
Um verdadeiro ponto de interrogação
Desisto de entender
E tenta decifrar
É impossível
Um enígma sem solução
Tudo o tempo todo diferente
Modificando
A culpa será minha?
Só pode ser
Não dá pra saber o que esperar
É uma luta e um desgaste constante
Dos quais eu preciso me desgrudar
E parar de achar que tenho como tornar as coisas melhores.
Fim de jogo
É como um jogo
Aquele seu preferido
Onde você adora jogar
E mais ainda, passar de fase, de nível, evoluir.
Mas e quando você não consegue mais se dar bem no jogo?
Quandos os inimigos te vencem inúmeras vezes, você vai perdendo vida, e sem experiência não consegue avançar...
Mas você gosta tanto do jogo
Te distrai, te faz bem, as horas parecem passar mais rapido no meio ao jogo, e aquilo poderia continuar.
Então você insiste, não desiste
Sempre foi bom jogador, não vai ser agora que irá cair...
Mas aí os calos nos dedos começam a aparecer, a bateria começa a cessar
E aquela empolgação com o jogo e a vontade de jogar começa a ir embora junto com tudo isso...
No fim, só resta aceitar que realmente você não é um bom jogador como sempre achou que fosse
E aí você simplesmente desliga...
Fim de jogo.
Aquele seu preferido
Onde você adora jogar
E mais ainda, passar de fase, de nível, evoluir.
Mas e quando você não consegue mais se dar bem no jogo?
Quandos os inimigos te vencem inúmeras vezes, você vai perdendo vida, e sem experiência não consegue avançar...
Mas você gosta tanto do jogo
Te distrai, te faz bem, as horas parecem passar mais rapido no meio ao jogo, e aquilo poderia continuar.
Então você insiste, não desiste
Sempre foi bom jogador, não vai ser agora que irá cair...
Mas aí os calos nos dedos começam a aparecer, a bateria começa a cessar
E aquela empolgação com o jogo e a vontade de jogar começa a ir embora junto com tudo isso...
No fim, só resta aceitar que realmente você não é um bom jogador como sempre achou que fosse
E aí você simplesmente desliga...
Fim de jogo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Presença
Pequena
Vaga
Pouca
Superficial
Quanto mais se quer, parece que menos se tem
Quanto mais se busca, parece que menos se acha
Ela definitivamente não gosta muito de mim
Sempre que pode escapa
E ri da minha cara
E pisa sobre as minhas vontades
Queria que ela fosse mais minha amiga
Que aparecesse mais vezes
Fosse mais íntima
Ficasse mais tempo
Me aproveitasse mais
E estivesse disposta a tudo que tenho pra oferecer
Mas ela foge...
Como atraí-la?
Queria saber o segredo
Pois meu anseio por ela é sem fim
Mas parece que quanto mais tento
Menos consigo...
Vaga
Pouca
Superficial
Quanto mais se quer, parece que menos se tem
Quanto mais se busca, parece que menos se acha
Ela definitivamente não gosta muito de mim
Sempre que pode escapa
E ri da minha cara
E pisa sobre as minhas vontades
Queria que ela fosse mais minha amiga
Que aparecesse mais vezes
Fosse mais íntima
Ficasse mais tempo
Me aproveitasse mais
E estivesse disposta a tudo que tenho pra oferecer
Mas ela foge...
Como atraí-la?
Queria saber o segredo
Pois meu anseio por ela é sem fim
Mas parece que quanto mais tento
Menos consigo...
Presa na rede
Quanto é bom o suficiente?
O que é necessário para agradar?
Qual a atitude que satisfaz?
São perguntas sem respostas
Mas que martelam a cabeça dia-a-dia
Não sei da onde vem o achar que é possível ser capaz de alguma coisa que possa ser bom o bastante
Mas ele simplesmente vem
E não dá pra controlar
Presa na rede da minha persistência
Eu luto para conseguir sair dela
E só me machuco
Mas me machuco de um jeito ou de outro
Tentando sair dela, ou aceitando a condição
Então ficar ou se debater se torna uma difícil decisão...
O que é necessário para agradar?
Qual a atitude que satisfaz?
São perguntas sem respostas
Mas que martelam a cabeça dia-a-dia
Não sei da onde vem o achar que é possível ser capaz de alguma coisa que possa ser bom o bastante
Mas ele simplesmente vem
E não dá pra controlar
Presa na rede da minha persistência
Eu luto para conseguir sair dela
E só me machuco
Mas me machuco de um jeito ou de outro
Tentando sair dela, ou aceitando a condição
Então ficar ou se debater se torna uma difícil decisão...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Faz de conta
Todas as noites ela esperava por ele
Como uma fuga, um abrigo, um aconchego
E mesmo que ele não viesse
Ela fazia questão de fazer de conta
Desenhando seu corpo sobre a cama
E colorindo com tato, olfato e paladar
Pegava o lápis e colocava as mãos dele em sua cintura
Sua língua em sua boca
Seu cheiro em seu nariz
E a imaginação rolava solta
Abusando do poder de colocar cada detalhe em seu devido lugar
Do jeito que mais gostava
A borracha alí só servia para apagar ela mesma
Suas imperfeições e principalmente sua mente que não se calava
Ele era todo intacto
Somente retocado, ou colorido
Mas seu traço inicial se mantinha
Era bonito daquele jeito
E nenhuma mudança trágica era necessária
Somente alguns pequenos ajustes
Nada que uma boa imaginação não saiba fazer
Ah, como queria ser como ele...
Brincando e fazendo de conta que nunca estava sozinha de verdade
Mesmo longe, ele estava presente
E sua presença, seja em corpo ou imaginação
Lhe fazia corajosa, viva, inspirada
E renovava a vontade de sempre voltar praquela casa
Onde era acolhida com simplicidade
Mas com um luxo disfarçado
Como uma fuga, um abrigo, um aconchego
E mesmo que ele não viesse
Ela fazia questão de fazer de conta
Desenhando seu corpo sobre a cama
E colorindo com tato, olfato e paladar
Pegava o lápis e colocava as mãos dele em sua cintura
Sua língua em sua boca
Seu cheiro em seu nariz
E a imaginação rolava solta
Abusando do poder de colocar cada detalhe em seu devido lugar
Do jeito que mais gostava
A borracha alí só servia para apagar ela mesma
Suas imperfeições e principalmente sua mente que não se calava
Ele era todo intacto
Somente retocado, ou colorido
Mas seu traço inicial se mantinha
Era bonito daquele jeito
E nenhuma mudança trágica era necessária
Somente alguns pequenos ajustes
Nada que uma boa imaginação não saiba fazer
Ah, como queria ser como ele...
Brincando e fazendo de conta que nunca estava sozinha de verdade
Mesmo longe, ele estava presente
E sua presença, seja em corpo ou imaginação
Lhe fazia corajosa, viva, inspirada
E renovava a vontade de sempre voltar praquela casa
Onde era acolhida com simplicidade
Mas com um luxo disfarçado
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Cara disfarçada
Essa sou eu
Com uma maquiagem na cara
Pra disfarçar todas as angustias e imperfeições
Um rímel, um blush e um batom
Perfeitos pra enganar qualquer um
Com um sorriso na cara então
Ninguém nem percebe
O que não dá pra inventar é o brilho nos olhos
Esses daí são sagazes, te entregam fácil
Mas não causam tantos problemas assim
Pois ninguém repara neles
Passam despercebidos
Ninguém olha no olho
Ninguém se interessa pelo que eles possuem
Ah, se soubessem que neles há verdade
E tudo tão claro e explícito
Mas não querem
Ainda bem
Ou não
Com uma maquiagem na cara
Pra disfarçar todas as angustias e imperfeições
Um rímel, um blush e um batom
Perfeitos pra enganar qualquer um
Com um sorriso na cara então
Ninguém nem percebe
O que não dá pra inventar é o brilho nos olhos
Esses daí são sagazes, te entregam fácil
Mas não causam tantos problemas assim
Pois ninguém repara neles
Passam despercebidos
Ninguém olha no olho
Ninguém se interessa pelo que eles possuem
Ah, se soubessem que neles há verdade
E tudo tão claro e explícito
Mas não querem
Ainda bem
Ou não
Assinar:
Postagens (Atom)