Eu queria saber da onde vem a vontade de persistir em algo onde se sabe que não vai dar em nada diferente daquilo que já é
Em algo que nasceu assim, e morrerá assim
Um desafio é excitante
Mas não quando impossível
O dífícil atrai
Mas o impossível, esse daí espanta
É como um imã
Uma ligação
Onde você tenta pular do trem
Mas parece que algo te puxa pra trás
O problema é quando esse algo não é algo que vem do outro lado
Esse algo vem de você mesma, somente disso
Tá dentro de você
E ao mesmo tempo que te empurra
Te puxa de volta
Eu sou minha amiga e minha inimiga
Sei o que tenho que fazer, o que é melhor pra mim
Mas eu mesma não me permito mudar tal situação
É muita loucura achar que é capaz de despertar sentimentos
Emoções
Palavras
Expressões
Vontades
Daquelas que jamais foram despertadas
Uma vez que não é do feitio, do natural
E nem nunca vai ser
Aproveitar o que é oferecido
Ou dispensar aquilo que se tem?
Eu quero
Mas não sei se sou capaz.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
A cada novo dia
Cada dia é uma surpresa
Nunca se sabe como vai ser
Pode se ganhar carinho ou desprezo
Atenção ou rejeição
Demonstração ou silêncio
Nada é sempre igual
Fixo
De certeza
A cada amanhecer uma coisa pode acontecer
Ser bom ou ruim
Agradável ou angustiante
Como pode ter tanto poder em modificar dias?
Tudo depende disso
Gira em torno disso
Como uma montanha russa
Com altos e baixos
E picos extremos de alegria e tensão
Um verdadeiro ponto de interrogação
Desisto de entender
E tenta decifrar
É impossível
Um enígma sem solução
Tudo o tempo todo diferente
Modificando
A culpa será minha?
Só pode ser
Não dá pra saber o que esperar
É uma luta e um desgaste constante
Dos quais eu preciso me desgrudar
E parar de achar que tenho como tornar as coisas melhores.
Nunca se sabe como vai ser
Pode se ganhar carinho ou desprezo
Atenção ou rejeição
Demonstração ou silêncio
Nada é sempre igual
Fixo
De certeza
A cada amanhecer uma coisa pode acontecer
Ser bom ou ruim
Agradável ou angustiante
Como pode ter tanto poder em modificar dias?
Tudo depende disso
Gira em torno disso
Como uma montanha russa
Com altos e baixos
E picos extremos de alegria e tensão
Um verdadeiro ponto de interrogação
Desisto de entender
E tenta decifrar
É impossível
Um enígma sem solução
Tudo o tempo todo diferente
Modificando
A culpa será minha?
Só pode ser
Não dá pra saber o que esperar
É uma luta e um desgaste constante
Dos quais eu preciso me desgrudar
E parar de achar que tenho como tornar as coisas melhores.
Fim de jogo
É como um jogo
Aquele seu preferido
Onde você adora jogar
E mais ainda, passar de fase, de nível, evoluir.
Mas e quando você não consegue mais se dar bem no jogo?
Quandos os inimigos te vencem inúmeras vezes, você vai perdendo vida, e sem experiência não consegue avançar...
Mas você gosta tanto do jogo
Te distrai, te faz bem, as horas parecem passar mais rapido no meio ao jogo, e aquilo poderia continuar.
Então você insiste, não desiste
Sempre foi bom jogador, não vai ser agora que irá cair...
Mas aí os calos nos dedos começam a aparecer, a bateria começa a cessar
E aquela empolgação com o jogo e a vontade de jogar começa a ir embora junto com tudo isso...
No fim, só resta aceitar que realmente você não é um bom jogador como sempre achou que fosse
E aí você simplesmente desliga...
Fim de jogo.
Aquele seu preferido
Onde você adora jogar
E mais ainda, passar de fase, de nível, evoluir.
Mas e quando você não consegue mais se dar bem no jogo?
Quandos os inimigos te vencem inúmeras vezes, você vai perdendo vida, e sem experiência não consegue avançar...
Mas você gosta tanto do jogo
Te distrai, te faz bem, as horas parecem passar mais rapido no meio ao jogo, e aquilo poderia continuar.
Então você insiste, não desiste
Sempre foi bom jogador, não vai ser agora que irá cair...
Mas aí os calos nos dedos começam a aparecer, a bateria começa a cessar
E aquela empolgação com o jogo e a vontade de jogar começa a ir embora junto com tudo isso...
No fim, só resta aceitar que realmente você não é um bom jogador como sempre achou que fosse
E aí você simplesmente desliga...
Fim de jogo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Presença
Pequena
Vaga
Pouca
Superficial
Quanto mais se quer, parece que menos se tem
Quanto mais se busca, parece que menos se acha
Ela definitivamente não gosta muito de mim
Sempre que pode escapa
E ri da minha cara
E pisa sobre as minhas vontades
Queria que ela fosse mais minha amiga
Que aparecesse mais vezes
Fosse mais íntima
Ficasse mais tempo
Me aproveitasse mais
E estivesse disposta a tudo que tenho pra oferecer
Mas ela foge...
Como atraí-la?
Queria saber o segredo
Pois meu anseio por ela é sem fim
Mas parece que quanto mais tento
Menos consigo...
Vaga
Pouca
Superficial
Quanto mais se quer, parece que menos se tem
Quanto mais se busca, parece que menos se acha
Ela definitivamente não gosta muito de mim
Sempre que pode escapa
E ri da minha cara
E pisa sobre as minhas vontades
Queria que ela fosse mais minha amiga
Que aparecesse mais vezes
Fosse mais íntima
Ficasse mais tempo
Me aproveitasse mais
E estivesse disposta a tudo que tenho pra oferecer
Mas ela foge...
Como atraí-la?
Queria saber o segredo
Pois meu anseio por ela é sem fim
Mas parece que quanto mais tento
Menos consigo...
Presa na rede
Quanto é bom o suficiente?
O que é necessário para agradar?
Qual a atitude que satisfaz?
São perguntas sem respostas
Mas que martelam a cabeça dia-a-dia
Não sei da onde vem o achar que é possível ser capaz de alguma coisa que possa ser bom o bastante
Mas ele simplesmente vem
E não dá pra controlar
Presa na rede da minha persistência
Eu luto para conseguir sair dela
E só me machuco
Mas me machuco de um jeito ou de outro
Tentando sair dela, ou aceitando a condição
Então ficar ou se debater se torna uma difícil decisão...
O que é necessário para agradar?
Qual a atitude que satisfaz?
São perguntas sem respostas
Mas que martelam a cabeça dia-a-dia
Não sei da onde vem o achar que é possível ser capaz de alguma coisa que possa ser bom o bastante
Mas ele simplesmente vem
E não dá pra controlar
Presa na rede da minha persistência
Eu luto para conseguir sair dela
E só me machuco
Mas me machuco de um jeito ou de outro
Tentando sair dela, ou aceitando a condição
Então ficar ou se debater se torna uma difícil decisão...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Faz de conta
Todas as noites ela esperava por ele
Como uma fuga, um abrigo, um aconchego
E mesmo que ele não viesse
Ela fazia questão de fazer de conta
Desenhando seu corpo sobre a cama
E colorindo com tato, olfato e paladar
Pegava o lápis e colocava as mãos dele em sua cintura
Sua língua em sua boca
Seu cheiro em seu nariz
E a imaginação rolava solta
Abusando do poder de colocar cada detalhe em seu devido lugar
Do jeito que mais gostava
A borracha alí só servia para apagar ela mesma
Suas imperfeições e principalmente sua mente que não se calava
Ele era todo intacto
Somente retocado, ou colorido
Mas seu traço inicial se mantinha
Era bonito daquele jeito
E nenhuma mudança trágica era necessária
Somente alguns pequenos ajustes
Nada que uma boa imaginação não saiba fazer
Ah, como queria ser como ele...
Brincando e fazendo de conta que nunca estava sozinha de verdade
Mesmo longe, ele estava presente
E sua presença, seja em corpo ou imaginação
Lhe fazia corajosa, viva, inspirada
E renovava a vontade de sempre voltar praquela casa
Onde era acolhida com simplicidade
Mas com um luxo disfarçado
Como uma fuga, um abrigo, um aconchego
E mesmo que ele não viesse
Ela fazia questão de fazer de conta
Desenhando seu corpo sobre a cama
E colorindo com tato, olfato e paladar
Pegava o lápis e colocava as mãos dele em sua cintura
Sua língua em sua boca
Seu cheiro em seu nariz
E a imaginação rolava solta
Abusando do poder de colocar cada detalhe em seu devido lugar
Do jeito que mais gostava
A borracha alí só servia para apagar ela mesma
Suas imperfeições e principalmente sua mente que não se calava
Ele era todo intacto
Somente retocado, ou colorido
Mas seu traço inicial se mantinha
Era bonito daquele jeito
E nenhuma mudança trágica era necessária
Somente alguns pequenos ajustes
Nada que uma boa imaginação não saiba fazer
Ah, como queria ser como ele...
Brincando e fazendo de conta que nunca estava sozinha de verdade
Mesmo longe, ele estava presente
E sua presença, seja em corpo ou imaginação
Lhe fazia corajosa, viva, inspirada
E renovava a vontade de sempre voltar praquela casa
Onde era acolhida com simplicidade
Mas com um luxo disfarçado
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Cara disfarçada
Essa sou eu
Com uma maquiagem na cara
Pra disfarçar todas as angustias e imperfeições
Um rímel, um blush e um batom
Perfeitos pra enganar qualquer um
Com um sorriso na cara então
Ninguém nem percebe
O que não dá pra inventar é o brilho nos olhos
Esses daí são sagazes, te entregam fácil
Mas não causam tantos problemas assim
Pois ninguém repara neles
Passam despercebidos
Ninguém olha no olho
Ninguém se interessa pelo que eles possuem
Ah, se soubessem que neles há verdade
E tudo tão claro e explícito
Mas não querem
Ainda bem
Ou não
Com uma maquiagem na cara
Pra disfarçar todas as angustias e imperfeições
Um rímel, um blush e um batom
Perfeitos pra enganar qualquer um
Com um sorriso na cara então
Ninguém nem percebe
O que não dá pra inventar é o brilho nos olhos
Esses daí são sagazes, te entregam fácil
Mas não causam tantos problemas assim
Pois ninguém repara neles
Passam despercebidos
Ninguém olha no olho
Ninguém se interessa pelo que eles possuem
Ah, se soubessem que neles há verdade
E tudo tão claro e explícito
Mas não querem
Ainda bem
Ou não
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Desconhecido
Você não sabe a minha comida preferida, nem como eu gosto de ser acordada com um sms
Não sabe o quão dificil é ser eu mesma
E por isso, é uma luta constante todos os dias contra mim mesma
E isso é um desgaste danado.
Você não sabe que eu adoro um Nescau bem forte, e de vez enquando tenho uns desejos alimentares bem loucos
Não sabe que eu já fui toda mulherzinha, daquelas que não saem de casa sem as unhas feitas, e agora elas só andam assim, ao natural
Não sabe de tudo que eu já passei, vivi e experimentei
Não sabe como eu fico chorosa quando bebo demais
Não sabe que odeio energético e somente o cheiro já me enjooa
Não sabe como eu queria ser ruiva
Nem minha vontade de um dia ser uma veterinária
Não sabe minha flor preferida
Nem as tatuagens que pretendo fazer um dia
Nem meus medos
Nem minhas angustias
Nem aquilo simples que me alegra
Nem o que espero de você.
Não sabe a história da minha cicatriz na sobrancelha
E nem porque tomo anticoncepcional sem pausa
Não sabe de todos os lugares que eu já morei
E da diversidade de coisas que minha família já viveu
Não sabe meus ciúmes
Minhas faltas
Minhas carências
Não sabe minha preferências
Minhas vontades
Aquilo que mais me dá prazer
Não sabe da minha vontade de procurar um terapeuta pra ver se ele consegue resolver meus problemas
Alias, você não sabe nem quais são meus problemas
Não sabe o quanto eu odeio as pessoas, o mundo, a vida
Não sabe o quanto eu tô de saco cheio de tudo
Não sabe que penso em suicídio
Mas também não sabe que não sou tão corajosa assim
Não sabe da minha persistência
Nem da minha imensa capacidade de cuidar, amar e me dedicar
Não sabe das minhas ansiedades
Impaciências
E egoísmos
Nao sabe meus pensamentos ao acordar, nem ao dormir
Não sabe o quando eu tento me auto controlar diante de muitas situações
Mas também não sabe a quantidade de vezes que perco totalmente o auto controle
Não sabe o quanto eu invejo tudo que pra você é tudo, quando eu não sou nada
Não sabe da minha vontade de te encher de mimo, mesmo você não dando a mínima pra isso
Não sabe o quanto foi dificil pra mim cair a ficha de que pra você eu poderia me abrir
Mas também não sabe o quanto dói saber que posso, mas não poder me abrir
Tambám vai continuar sem entender esse fato, pois é confuso demais até pra mim
Você não sabe nada sobre mim
Eu não sei nada sobre você
Ah, como eu queria saber mais sobre você
Como eu queria que soubesses tudo sobre mim
Somos conhecidos distantes
E você também não sabe o quanto isso incomoda...
Não sabe o quão dificil é ser eu mesma
E por isso, é uma luta constante todos os dias contra mim mesma
E isso é um desgaste danado.
Você não sabe que eu adoro um Nescau bem forte, e de vez enquando tenho uns desejos alimentares bem loucos
Não sabe que eu já fui toda mulherzinha, daquelas que não saem de casa sem as unhas feitas, e agora elas só andam assim, ao natural
Não sabe de tudo que eu já passei, vivi e experimentei
Não sabe como eu fico chorosa quando bebo demais
Não sabe que odeio energético e somente o cheiro já me enjooa
Não sabe como eu queria ser ruiva
Nem minha vontade de um dia ser uma veterinária
Não sabe minha flor preferida
Nem as tatuagens que pretendo fazer um dia
Nem meus medos
Nem minhas angustias
Nem aquilo simples que me alegra
Nem o que espero de você.
Não sabe a história da minha cicatriz na sobrancelha
E nem porque tomo anticoncepcional sem pausa
Não sabe de todos os lugares que eu já morei
E da diversidade de coisas que minha família já viveu
Não sabe meus ciúmes
Minhas faltas
Minhas carências
Não sabe minha preferências
Minhas vontades
Aquilo que mais me dá prazer
Não sabe da minha vontade de procurar um terapeuta pra ver se ele consegue resolver meus problemas
Alias, você não sabe nem quais são meus problemas
Não sabe o quanto eu odeio as pessoas, o mundo, a vida
Não sabe o quanto eu tô de saco cheio de tudo
Não sabe que penso em suicídio
Mas também não sabe que não sou tão corajosa assim
Não sabe da minha persistência
Nem da minha imensa capacidade de cuidar, amar e me dedicar
Não sabe das minhas ansiedades
Impaciências
E egoísmos
Nao sabe meus pensamentos ao acordar, nem ao dormir
Não sabe o quando eu tento me auto controlar diante de muitas situações
Mas também não sabe a quantidade de vezes que perco totalmente o auto controle
Não sabe o quanto eu invejo tudo que pra você é tudo, quando eu não sou nada
Não sabe da minha vontade de te encher de mimo, mesmo você não dando a mínima pra isso
Não sabe o quanto foi dificil pra mim cair a ficha de que pra você eu poderia me abrir
Mas também não sabe o quanto dói saber que posso, mas não poder me abrir
Tambám vai continuar sem entender esse fato, pois é confuso demais até pra mim
Você não sabe nada sobre mim
Eu não sei nada sobre você
Ah, como eu queria saber mais sobre você
Como eu queria que soubesses tudo sobre mim
Somos conhecidos distantes
E você também não sabe o quanto isso incomoda...
Evolução impossível
A gente sempre busca evoluir
Alcançar um novo objetivo
Um patamar a ser conquistado
Mudanças, para melhor, é claro
Nada de desanimo na busca de tais conquistas
Mas tem coisas que não foram feitas para evoluir
São como são, e vão continuar sendo
Jamais sair do lugar
Nunca se tornar algo mais forte, mais concreto
E a duvida se vale a pena algo que sabemos que será sempre do jeito que sempre foi
Nos acompanha em meio aos altos e baixos
Mas nunca picos extremos de alcance aos altos
Alcançar um novo objetivo
Um patamar a ser conquistado
Mudanças, para melhor, é claro
Nada de desanimo na busca de tais conquistas
Mas tem coisas que não foram feitas para evoluir
São como são, e vão continuar sendo
Jamais sair do lugar
Nunca se tornar algo mais forte, mais concreto
E a duvida se vale a pena algo que sabemos que será sempre do jeito que sempre foi
Nos acompanha em meio aos altos e baixos
Mas nunca picos extremos de alcance aos altos
E o único jeito de ser mais malandro que a tristeza é sendo cínico. E lá
vai a garota. Comprar pão quente com seu cinismo. Comprar absorvente
com seu cinismo. Amar com seu cinismo. Porque só o cinismo vence a
tristeza. Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. E eu
virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. Tudo isso só porque
eu quero tanto um pouco de carinho que acabei ficando com medo de não
ganhar.
Tati Bernardi
Tati Bernardi
Eu tenho muita inveja dessas pessoas maravilhosas, adultas,
evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma
reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do
condomínio. A hora de marcar o dentista com a hora de engolir alguém.
A hora de procurar a palavra "macambúzio" no dicionário com a hora de
se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas.
A hora de ser inteira e a hora de catar meus pedaços pelo mundo
enquanto você dá sinais desmembrados.
Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo,
bagunço tudo.
A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo
ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo.
Tati Bernardi
evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma
reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do
condomínio. A hora de marcar o dentista com a hora de engolir alguém.
A hora de procurar a palavra "macambúzio" no dicionário com a hora de
se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas.
A hora de ser inteira e a hora de catar meus pedaços pelo mundo
enquanto você dá sinais desmembrados.
Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo,
bagunço tudo.
A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo
ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo.
Tati Bernardi
Estrela
Uma estrela no céu
Como ela brilha, e gosta de brilhar
Vez enquanto uma nuvem passa sobre ela
Ou até mesmo paira um tempo por ali
Talvez por culpa da estrela que está no lugar errado
Ou não, talvez a nuvem fez de propósito em estar ali
Não importa
Os momentos em que o brilho era intenso eram sempre maiores
Mais fortes
E cheios de vida e vontade
De continuar ali brilhando e fazendo seu papel de iluminar o céu de alguém
Não qualquar alguém
O céu de alguém que precisa dessa estrela
E mais do que dela, do seu brilho
Para fazer com que a vida possa valer mais a pena do que normalmente
De vez enquando a janela desse alguém estava fechada, junto com a cortina
Ou ele não iria lá admirar sua estrela que fixada ali estava
E isso fazia com que a estrela pensasse em sair dali
E não ficar mais a espera de olhares em sua direção durante a noite
Mas no momento certo, do jeito certo
Esse alguém sabia voltar e dar a estrela o que ela precisava para continar alí
A ser brilhante, como adorava ser
E no meio aos brilhos e ofuscamentos
Ela não queria outro céu pra cumprir seu papel.
Como ela brilha, e gosta de brilhar
Vez enquanto uma nuvem passa sobre ela
Ou até mesmo paira um tempo por ali
Talvez por culpa da estrela que está no lugar errado
Ou não, talvez a nuvem fez de propósito em estar ali
Não importa
Os momentos em que o brilho era intenso eram sempre maiores
Mais fortes
E cheios de vida e vontade
De continuar ali brilhando e fazendo seu papel de iluminar o céu de alguém
Não qualquar alguém
O céu de alguém que precisa dessa estrela
E mais do que dela, do seu brilho
Para fazer com que a vida possa valer mais a pena do que normalmente
De vez enquando a janela desse alguém estava fechada, junto com a cortina
Ou ele não iria lá admirar sua estrela que fixada ali estava
E isso fazia com que a estrela pensasse em sair dali
E não ficar mais a espera de olhares em sua direção durante a noite
Mas no momento certo, do jeito certo
Esse alguém sabia voltar e dar a estrela o que ela precisava para continar alí
A ser brilhante, como adorava ser
E no meio aos brilhos e ofuscamentos
Ela não queria outro céu pra cumprir seu papel.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Inatingível e inabalável
E que temos muito poder em nossas mãos, somente por se importar e se preocupar...
Que tolos nós somos não é mesmo?
Não somos nada, capazes de nada, importantes pra nada.
Existem coisas muito mais valiosas e interessantes nesse mundo a fora
Que distraem, ajudam, consolam, e dão muito mais que aquilo que queremos dar
De nada valemos, ainda mais quando não somos de interesse algum.
O mundo não gira em torno de você
Erramos ao achar que temos o poder de atingir alguém
Seja pro bom ou pro ruim
É inatingivel, uma rocha
Literalmente
Nada abala, nada atinge
Dance, rebole, se esfregue, tire a roupa
Ignore, não se importe, não reclame, não se preocupe
Dê atenção, seja solícito, abra mão
Xingue, bata, jogue na cara
Beije, abrace, dê carinho, dê o seu melhor
Tudo vai dar no mesmo caminho, no mesmo final
Indiferença e um ser inabalável.
O mundo pode tremer, rachar, acabar
E tudo continuará alí, intacto.
Tanto faz
Pouco importa
Você que sabe
E assim as coisas são
E não, não há poder algum que possa achar que possuímos para mudar algo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Como vocês
Confesso que tenho inveja daqueles que não sentem
Não se importam
Melhor um coração trancado, que machucado
Nada melhor do que ser livre
Não depender de ninguém
Não ferir e nem ser ferido
Apenas você, dono de você, amando você, se dedicando a você
Tem coisa melhor?
Pessoas são surpreendentes
No mesmo dia podem te adorar, e no outro nem se quer lembrar
Sei que meu coração já foi muito diferente do que é hoje
Amável, confiante e cheio de esperança
Mas muita coisa destruiu esse pobre coitado
Porém, acho que não ainda o suficiente
Pois no fundo, ainda há um restício de um coração vivo
Ainda tenho minhas necessidades
Minhas dependências
E minhas carências
Mas com tudo que ainda insiste em acontecer
Acredito que um dia serei que nem aqueles que tanto invejo
Frios, secos
Mas sem feridas.
Não se importam
Melhor um coração trancado, que machucado
Nada melhor do que ser livre
Não depender de ninguém
Não ferir e nem ser ferido
Apenas você, dono de você, amando você, se dedicando a você
Tem coisa melhor?
Pessoas são surpreendentes
No mesmo dia podem te adorar, e no outro nem se quer lembrar
Sei que meu coração já foi muito diferente do que é hoje
Amável, confiante e cheio de esperança
Mas muita coisa destruiu esse pobre coitado
Porém, acho que não ainda o suficiente
Pois no fundo, ainda há um restício de um coração vivo
Ainda tenho minhas necessidades
Minhas dependências
E minhas carências
Mas com tudo que ainda insiste em acontecer
Acredito que um dia serei que nem aqueles que tanto invejo
Frios, secos
Mas sem feridas.
Gostos e desgostos
Ela era solitária demais
E só queria uma companhia pros dias frios, chatos e entediados
Sem muito esforço, e nem precisar solicitar
Vir assim, naturalmente
Como se aquilo ja fizesse parte de algo onde se faz sem nem perceber
Ele sentava na beira da cama, e constuma lhe dizer coisas engraçadas
Talvez não para outros
Mas pra ela era como se estivesse num stand up comedy
E não conseguia entender da onde que vinha tanta sintonia, em meio a tantas diferenças
Ao brincar com seus dedos do pé, parecia que estava isolada de tudo e todos
E só aquele momento bastava
Não gostava da maneira como dormia rápido, como se estivesse sempre bebado e sem dormir a dias
E como se não tivessem nada melhor pra fazer
Os dois ali, tanta coisa melhor pra se fazer... e ele apagava.
Mas adorava poder observa-lo dormir
Seja a noite, ou ao amanhacer
Pois sempre acordava, e ele ainda estava dormindo
Como um urso hibernando
E ela alí, querendo tudo, menos dormir
Dormir era perda de tempo demais pro pouco tempo que eles tinham juntos
Mas era lindo dormindo
Até suas olheiras eram lindas
Podia dizer e desenhar detalhadamente cada curva do seu corpo
Cada pinta ali presente
Pois adorava observa-las e interpreta-las
Cada pelo, cada cheiro
Eram todos detalhes que não passavam despercebidos
E ele nem imaginava...
Falava pouco, e por isso no momento em que parava para falar
Fazia questao de prestar atenção, e não deixar passar nenhuma sílaba
Suas palavras era ótimas de se ouvir
Mas seu silêncio também
Aquele silêncio que diz, mas não diz.
Não gostava de sua maneira de nunca se expressar com nada
Mas ao mesmo tempo gostava de um mistério
E de ficar tentando entender cada gesto e cada palavra que dele vinha
Gostava da maneira sutil e delicada com que demonstrava algumas coisas
Claro que, sem perceber
Pois se percebesse, não o faria
E muitas vezes aquilo poderia ser o suficiente
Tinha momentos e momentos
E ela tinha que aprender a lidar com aquilo, caso quisesse continuar naquela relação
Ela achava que era de lua, bipolar
Mas ao conhece-lo, viu que estava enganada com a definição que pra ela tinha atribuído
Era um desgate muito grande tudo aquilo
Mas a fazia bem, se sentir viva
Vontade de decifrar, e acertar
Vontade de dar o seu melhor
Mesmo se aquilo não fosse o suficiente, ou interessante
Não tinham intimidade
Ele não sabia seu filme preferido
Nem ela sabia a música que ele mais gostava
Mas quando estavam juntos, parecia que sabiam tudo um do outro
E que se conheciam a anos
Odiava quando a ignorava, fazendo a achar ser de propósito
Mas adorava a maneira que ele tomava banho e ela podia observar de costas sua bunda
Odiava quando ficava muito tempo sem ir ve-la
Mas adorava quando ia embora cedo de manha e lhe dava um beijo no rosto junto de um "to indo"
Odiava ele roubar o lugar dela da cama virado pra parede, e a janela do onibus
Mas adorava poder ser capaz de abrir mão disso
Odiava quando ele pedia pra ela calar a boca pois ele queria dormir ou ouvir a TV
Mas adorava o fato dele sempre procurar ela durante a noite, e abraça-la
Odiava quando ele tinha seus momentos nulos, onde não falava nada, nao conversava, nem se interessava
Mas adorava quando dava ums surtos nele, onde ele expressava, mesmo que sutilmente, o quanto ela era pra ele. Eram raros os momentos, mas ela precisava daquilo, como um combustível.
Odiava quando ele deixava ela na vontade
Mas adorava quando ele resolvia mata-la do jeito que ele sabia fazer, mesmo que as vez não fazia
E no meio a tantos gostos e desgostos
Ela não cosneguia deixar de se enrolar na linha do novelo que ele ia soltando, somente soltando... E ela girando.
E só queria uma companhia pros dias frios, chatos e entediados
Sem muito esforço, e nem precisar solicitar
Vir assim, naturalmente
Como se aquilo ja fizesse parte de algo onde se faz sem nem perceber
Ele sentava na beira da cama, e constuma lhe dizer coisas engraçadas
Talvez não para outros
Mas pra ela era como se estivesse num stand up comedy
E não conseguia entender da onde que vinha tanta sintonia, em meio a tantas diferenças
Ao brincar com seus dedos do pé, parecia que estava isolada de tudo e todos
E só aquele momento bastava
Não gostava da maneira como dormia rápido, como se estivesse sempre bebado e sem dormir a dias
E como se não tivessem nada melhor pra fazer
Os dois ali, tanta coisa melhor pra se fazer... e ele apagava.
Mas adorava poder observa-lo dormir
Seja a noite, ou ao amanhacer
Pois sempre acordava, e ele ainda estava dormindo
Como um urso hibernando
E ela alí, querendo tudo, menos dormir
Dormir era perda de tempo demais pro pouco tempo que eles tinham juntos
Mas era lindo dormindo
Até suas olheiras eram lindas
Podia dizer e desenhar detalhadamente cada curva do seu corpo
Cada pinta ali presente
Pois adorava observa-las e interpreta-las
Cada pelo, cada cheiro
Eram todos detalhes que não passavam despercebidos
E ele nem imaginava...
Falava pouco, e por isso no momento em que parava para falar
Fazia questao de prestar atenção, e não deixar passar nenhuma sílaba
Suas palavras era ótimas de se ouvir
Mas seu silêncio também
Aquele silêncio que diz, mas não diz.
Não gostava de sua maneira de nunca se expressar com nada
Mas ao mesmo tempo gostava de um mistério
E de ficar tentando entender cada gesto e cada palavra que dele vinha
Gostava da maneira sutil e delicada com que demonstrava algumas coisas
Claro que, sem perceber
Pois se percebesse, não o faria
E muitas vezes aquilo poderia ser o suficiente
Tinha momentos e momentos
E ela tinha que aprender a lidar com aquilo, caso quisesse continuar naquela relação
Ela achava que era de lua, bipolar
Mas ao conhece-lo, viu que estava enganada com a definição que pra ela tinha atribuído
Era um desgate muito grande tudo aquilo
Mas a fazia bem, se sentir viva
Vontade de decifrar, e acertar
Vontade de dar o seu melhor
Mesmo se aquilo não fosse o suficiente, ou interessante
Não tinham intimidade
Ele não sabia seu filme preferido
Nem ela sabia a música que ele mais gostava
Mas quando estavam juntos, parecia que sabiam tudo um do outro
E que se conheciam a anos
Odiava quando a ignorava, fazendo a achar ser de propósito
Mas adorava a maneira que ele tomava banho e ela podia observar de costas sua bunda
Odiava quando ficava muito tempo sem ir ve-la
Mas adorava quando ia embora cedo de manha e lhe dava um beijo no rosto junto de um "to indo"
Odiava ele roubar o lugar dela da cama virado pra parede, e a janela do onibus
Mas adorava poder ser capaz de abrir mão disso
Odiava quando ele pedia pra ela calar a boca pois ele queria dormir ou ouvir a TV
Mas adorava o fato dele sempre procurar ela durante a noite, e abraça-la
Odiava quando ele tinha seus momentos nulos, onde não falava nada, nao conversava, nem se interessava
Mas adorava quando dava ums surtos nele, onde ele expressava, mesmo que sutilmente, o quanto ela era pra ele. Eram raros os momentos, mas ela precisava daquilo, como um combustível.
Odiava quando ele deixava ela na vontade
Mas adorava quando ele resolvia mata-la do jeito que ele sabia fazer, mesmo que as vez não fazia
E no meio a tantos gostos e desgostos
Ela não cosneguia deixar de se enrolar na linha do novelo que ele ia soltando, somente soltando... E ela girando.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Algo a mais
Queria poder ser algo a mais
Uma cura, uma salvação, uma libertação
Algo em que pudesse suportar todos os pesos a serem depositados
Queria fazer a diferença, ser especial
Poder aliviar, amenizar, distrair
Como um porto seguro mesmo
Algo raro de se encontrar por aí
Talvez por isso não seja capaz de ser
Isso não é pra qualquer um
Algo que te livre do cansaço, do esgotamento, do tédio e da rotina
Queria poder ter essa capacidade
O prazer maior é ver alguém bem
Ser confiável, e algo em que se pudesse recorrer a qualquer momento, seja o que for
Mas como competir?
Se existem tantas coisas mais interessantes por aí...
Uma cura, uma salvação, uma libertação
Algo em que pudesse suportar todos os pesos a serem depositados
Queria fazer a diferença, ser especial
Poder aliviar, amenizar, distrair
Como um porto seguro mesmo
Algo raro de se encontrar por aí
Talvez por isso não seja capaz de ser
Isso não é pra qualquer um
Algo que te livre do cansaço, do esgotamento, do tédio e da rotina
Queria poder ter essa capacidade
O prazer maior é ver alguém bem
Ser confiável, e algo em que se pudesse recorrer a qualquer momento, seja o que for
Mas como competir?
Se existem tantas coisas mais interessantes por aí...
Companhia e solidão
Eu nunca me senti tão sozinha como eu me sinto agora
Meu quarto nunca foi tão grande com está hoje
Meu choro de solidão nunca foi tão sincero como esse que caiu
A solidão nunca gostou tanto de mim como tá demonstrando agora
O travesseiro nunca foi tão meu companheiro como tem sido
O som da televisão nunca foi tão ajudante no silêncio que dói como tá sendo
A vontade de desistir nunca foi tão intensa
O medo de ser assim pra sempre bate como nunca antes bateu
E ai?
E aí que sou assim
Louca e só
Ninguém pra me ouvir
Ninguém pra me entender
Ninguém pra me abraçar e secar minhas lagrimas
Ou simplesmente dizer que tudo isso é drama demais pra uma menina que sempre foi tão alegre, e que tudo vai passar, pq esse alguém tá ali do meu lado, e isso importa
Ninguém enxerga por dentro
Ninguém quer saber
Ninguém se interessa pelo seu interior
Se coloca um sorriso na cara, mostra pras pessoas, e ja as convence
E o brilho nos olhos? Alguém para pra reparar?
Até quando?
Espero não ter que chegar ao meu extremo de solidão, se é que ele já não chegou
Sabe como é né, tenho medo de me acustumar a viver assim pra sempre, e para de tentar lutar pelo contrário.
Companhia e solidão, ainda quero ver diferença de significados nessas palavras.
Meu quarto nunca foi tão grande com está hoje
Meu choro de solidão nunca foi tão sincero como esse que caiu
A solidão nunca gostou tanto de mim como tá demonstrando agora
O travesseiro nunca foi tão meu companheiro como tem sido
O som da televisão nunca foi tão ajudante no silêncio que dói como tá sendo
A vontade de desistir nunca foi tão intensa
O medo de ser assim pra sempre bate como nunca antes bateu
E ai?
E aí que sou assim
Louca e só
Ninguém pra me ouvir
Ninguém pra me entender
Ninguém pra me abraçar e secar minhas lagrimas
Ou simplesmente dizer que tudo isso é drama demais pra uma menina que sempre foi tão alegre, e que tudo vai passar, pq esse alguém tá ali do meu lado, e isso importa
Ninguém enxerga por dentro
Ninguém quer saber
Ninguém se interessa pelo seu interior
Se coloca um sorriso na cara, mostra pras pessoas, e ja as convence
E o brilho nos olhos? Alguém para pra reparar?
Até quando?
Espero não ter que chegar ao meu extremo de solidão, se é que ele já não chegou
Sabe como é né, tenho medo de me acustumar a viver assim pra sempre, e para de tentar lutar pelo contrário.
Companhia e solidão, ainda quero ver diferença de significados nessas palavras.
Grampos libertadores
Vamos vivendo assim
Enfiando grampos sobre o corpo, sobre a pele, sobre a alma
E vê no que vai dar.
Não é assim que tem que ser?
Ninguém liga, ninguém se importa.
Você pode se mutilar inteirinho, que as pessoas só fazem pouco caso de você da mesma maneira.
Vamos ferir, rasgar, jorrar sangue
Até que não sobre mais nada
Somente o fim
Somente a morte
E aí já será tarde demais pra alguém resolver se importar.
Enfiando grampos sobre o corpo, sobre a pele, sobre a alma
E vê no que vai dar.
Não é assim que tem que ser?
Ninguém liga, ninguém se importa.
Você pode se mutilar inteirinho, que as pessoas só fazem pouco caso de você da mesma maneira.
Vamos ferir, rasgar, jorrar sangue
Até que não sobre mais nada
Somente o fim
Somente a morte
E aí já será tarde demais pra alguém resolver se importar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Tudo e nada.
Tudo era assim,
Intenso, forte e misterioso.
Nada igual nem comparável a tudo que conhecia.
Tinha sim suas dúvidas, medo, neuras e inseguranças...
Mas quem não tem?
Tudo fazia parte de alguma coisa onde ninguém sabia onde ia dar, mas nem por isso deixava de ser algo em que queria tirar o melhor proveito possível.
Nada podia se perder, cada detalhe era analizado e aproveitado,
Seja ele bom ou nem tanto assim
Tudo nele era impecável.
Sua pele, pelos, olhos.
Eram como se fossem únicos daquele jeito, e sinceros como nada mais naquele momento.
Sinceridade com um ar de mistério,
Tudo que ela queria.
Nada ultimamente tinha a graça como o momento do encontro,
Dos olhos, bocas e corpos.
Era indescritível toda aquela troca, muitas vezes somente no silêncio,
Mas no silêncio também se diz e se descobre muita coisa
Seu corpo era transparente,
E como uma casa quente e aconchegante,
A qual encontrava abrigo e alegria.
E sempre uma vontade de voltar,
Pra fazer do nada um tudo.
Intenso, forte e misterioso.
Nada igual nem comparável a tudo que conhecia.
Tinha sim suas dúvidas, medo, neuras e inseguranças...
Mas quem não tem?
Tudo fazia parte de alguma coisa onde ninguém sabia onde ia dar, mas nem por isso deixava de ser algo em que queria tirar o melhor proveito possível.
Nada podia se perder, cada detalhe era analizado e aproveitado,
Seja ele bom ou nem tanto assim
Tudo nele era impecável.
Sua pele, pelos, olhos.
Eram como se fossem únicos daquele jeito, e sinceros como nada mais naquele momento.
Sinceridade com um ar de mistério,
Tudo que ela queria.
Nada ultimamente tinha a graça como o momento do encontro,
Dos olhos, bocas e corpos.
Era indescritível toda aquela troca, muitas vezes somente no silêncio,
Mas no silêncio também se diz e se descobre muita coisa
Seu corpo era transparente,
E como uma casa quente e aconchegante,
A qual encontrava abrigo e alegria.
E sempre uma vontade de voltar,
Pra fazer do nada um tudo.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Feito pedra.
"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já
doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Uma tora.
Um macho. (...) Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu
consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais
sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém
acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da
minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já
era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma
ninja. Bate aqui no meu peito, Zé!? Sentiu o barulho de granito?"
Tati Bernardi
Tati Bernardi
Dirigindo na chuva.
Pq a gente tem que entender de uma vez por todas que carinho e reciprocidade não se pede, nem muito menos se implora.
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?
Nada como um dia após o outro...
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.
É como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?
Nada como um dia após o outro...
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.
É como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...
Foi-se o tempo...
É tão triste quando as coisas mudam diante dos seu olhos, e a principio por nenhum motivo aparente.
E o pior, é quando você não pode fazer absolutamente nada pra mudar aquilo.
Sempre soube que as pessoas e as coisas mudam a todo momento, mas achei que dessa vez seria diferente.
Não que nada nunca mudaria, mas que quando mudasse, haveria uma sinceridade, um diálogo, ou algo que marcasse a mudança
E não algo do jeito que está, perdido - no maior estilo, interprete como quiser, você sabe o que é melhor pra você.
Foi-se o tempo que eu via reciprocidade em alguma coisa.
Em que eu era considerada algo de bom, de diferente, de única em alguma coisa.
Em que eu era inspiração.
Em que eu era estímulo, e não somente físico, mas aquele estímulo que ajuda a pessoa a continuar a viver, e também viver melhor.
Em que eu era procurada, solicitada, em que eu fazia falta.
Em que as coisas eram sempre excitantes e empolgantes, tudo estava a flor da pele, e quando aquele momento de estar juntos acontecia, era tudo tão intenso pra aproveitar o melhor que se podia tirar dalí.
Em que mesmo achando que era tratada com indiferença as vezes, no fundo sabia que aquilo era somente um jeito diferente de lidar com as coisas. Hoje não, acredito mesmo nessa tal indiferença.
Tudo a troco de que? Eu preferia que tudo se perdesse de vez, do que algo continuar, mas no fundo, não restar mais nada.
Foi-se o tempo em que me sentia querida, especial, desejada...
O que sobrou? Nada, somente lembranças boas de momentos ótimos, e um gostinho de que tudo ainda poderia ser como sempre foi.
Já que está tudo tão diferente, e ja tentei ao máximo voltar a ser como era antes - ou até melhor. Ou então ao menos receber uma resposta pra tal mudança, e com isso colocar um ponto final nisso tudo, e não obtive êxito em ambas, o jeito é se adaptar, e tentar encarar isso com a maior naturaliadde possível e seguir em frente...
E o pior, é quando você não pode fazer absolutamente nada pra mudar aquilo.
Sempre soube que as pessoas e as coisas mudam a todo momento, mas achei que dessa vez seria diferente.
Não que nada nunca mudaria, mas que quando mudasse, haveria uma sinceridade, um diálogo, ou algo que marcasse a mudança
E não algo do jeito que está, perdido - no maior estilo, interprete como quiser, você sabe o que é melhor pra você.
Foi-se o tempo que eu via reciprocidade em alguma coisa.
Em que eu era considerada algo de bom, de diferente, de única em alguma coisa.
Em que eu era inspiração.
Em que eu era estímulo, e não somente físico, mas aquele estímulo que ajuda a pessoa a continuar a viver, e também viver melhor.
Em que eu era procurada, solicitada, em que eu fazia falta.
Em que as coisas eram sempre excitantes e empolgantes, tudo estava a flor da pele, e quando aquele momento de estar juntos acontecia, era tudo tão intenso pra aproveitar o melhor que se podia tirar dalí.
Em que mesmo achando que era tratada com indiferença as vezes, no fundo sabia que aquilo era somente um jeito diferente de lidar com as coisas. Hoje não, acredito mesmo nessa tal indiferença.
Tudo a troco de que? Eu preferia que tudo se perdesse de vez, do que algo continuar, mas no fundo, não restar mais nada.
Foi-se o tempo em que me sentia querida, especial, desejada...
O que sobrou? Nada, somente lembranças boas de momentos ótimos, e um gostinho de que tudo ainda poderia ser como sempre foi.
Já que está tudo tão diferente, e ja tentei ao máximo voltar a ser como era antes - ou até melhor. Ou então ao menos receber uma resposta pra tal mudança, e com isso colocar um ponto final nisso tudo, e não obtive êxito em ambas, o jeito é se adaptar, e tentar encarar isso com a maior naturaliadde possível e seguir em frente...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Cansei de gritar e resolvi latir.
Como é horrível ser um animal. Um animal menininha. Usar
vestidos, fazer as unhas, pintar os lábios, andar pisando leve. Por
dentro, esse animal com fome, desesperado, selvagem, irracional.
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar. Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo. Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, sendo apenas instintiva.
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me deseje de novo porque eu estou murchando. Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos.
Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.
Tati Bernardi
Que bom dia que nada, cara. Que boa noite, que muito obrigada. Por que você não vem me amansar? Rasga o vestido da menininha, rasga.
Mata essa fome que eu estou de engolir seu ego, de te deixar perdido, de acabar com essa sua panca, essa sua distância.
Que se dane o esmalte falso das minhas unhas, eu que já guardei restos de células mortas da sua pele. Tira essa cor inventada da minha boca, esse tom estúpido de flor artificial. Faça ela ficar cheia de sangue vivo, entreaberta entre um grito e um riso. Tira esse meu andar leve e ereto, me entorta, me coloca do jeito que você gosta.
Que bom dia que nada, eu vou latir no seu ouvido se você achar que tem o poder de me magoar. Para que ferir meu coração se você pode ferir o meu útero? Para que dominar minha cabeça se você pode dominar o mundo pequeno e errado que eu inventei?
Eu que me faço de bem resolvida, por dentro são palpitações, são vozes de incentivo ao ataque, é calcinha de moça marcada por tanto desejo. Eu que um dia vou ter que ser mãe, que um dia vou ter que aprender a escrever. Eu que preciso ser levada a sério, preciso perceber que sou sozinha, preciso cuidar de mim. Eu que agora me atraso mais um pouco, sendo apenas instintiva.
Olhando você e só querendo correr de quatro até sua canela e morder toda a lógica dessa frieza.
Querendo te enfiar dentro de mim para preencher o vazio de ser incompleta.
Para sempre a vida me deve, e eu devo tanto a ela.
Querendo calar as batidas do meu coração ansioso com nosso atrito desesperado por minutos de paz.
Para sempre o silêncio, de quem não pode pedir, mas morre de desejo, de quem acaba de conseguir, mas morre de culpa.
Olhe para mim, me dá ração que eu estou morrendo. Olhe para mim, me deseje de novo porque eu estou murchando. Ou apenas venha me distrair, apenas esqueça todos esses poemas falsos.
Esqueça todas essas justificativas sofridas para uma simples vontade de deitar com você de novo.
Tati Bernardi
Querer.
Querer...
A gente quer tanta coisa né? Ser feliz, um amor, dinheiro, paz...
Eu não quero muito, eu quero o simples e o necessário.
Não quero que ninguém se prenda a sua vida a minha, caso isso não seja sua vontade. Até pq, não espero isso de ninguém. Sou louca, louca e só. Pois ninguém vai me aguentar. Já me convenci da possibilidade de morrer sozinha, com meus gatos, cachorros... enfim, um zoologico dentro de casa. Só eles me aturariam... os animais. Ou alguém disposto a ter um determidado tipo de relação diferente daquilo que as pessoas esperam que sejam.
Eu me contento em me sentir querida, desejada e até amada, sem ter alguém amarrado a mim.
Já tive o oposto, e não foi nada sincero. Quero sinceridade, mesmo que seja essse o preço que eu tenho que pagar para obte-la.
Só quero me sentir especial, não quero nada superficial.
Quero intensidade, abertura, intimidade.
Quero que alguém faça uma diferença na minha vida como ninguém nunca fez.
Quero poder ligar, mandar mensagem, xingar, bater, beijar, abraçar, fazer sexo, dormir de conchinha, fazer uma massagem, um carinho especial, um agrado, presentear, se preocupar, conhecer... E não somente fazer, pois fazer é muito fácil... É necessario abertura e reciprocidade nisso.
Sabe aquela pessoa que você sabe que não vai permanecer na sua vida pra sempre, mas tem certeza que será inesquecível pelas coisas que viveram e coisas q ela a fez sentir? É disso que eu to falando...
Tem coisa melhor, do que você saber que tem algum apoio, algum estímulo, e alguma motivação pra continuar na caminhada dessa doideira chamada vida?
E as vezes não é só amizade, é só uma relação diferente que você precisa...
Sem receios, sem máscaras, sem farças.
Somente ali, eu e você, sendo quem somos, e fazendo aquilo que temos vontades sem pensar no depois, ou em interpretações, seja de ambos ou de externos.
Desde sempre tudo foi diferente, e por isso excitante.
Não queria que a excitação fosse embora... Hoje só vejo o diferente ficando.
A vida é muito curta, e acredito sim que devemos fazer o que temos vontade hoje, pois não sabemos o dia de amanhã.
Mas não adianta quando tais vontades só vem de um lado né?
Mas é como falam, nem sempre querer é poder.
A gente quer tanta coisa né? Ser feliz, um amor, dinheiro, paz...
Eu não quero muito, eu quero o simples e o necessário.
Não quero que ninguém se prenda a sua vida a minha, caso isso não seja sua vontade. Até pq, não espero isso de ninguém. Sou louca, louca e só. Pois ninguém vai me aguentar. Já me convenci da possibilidade de morrer sozinha, com meus gatos, cachorros... enfim, um zoologico dentro de casa. Só eles me aturariam... os animais. Ou alguém disposto a ter um determidado tipo de relação diferente daquilo que as pessoas esperam que sejam.
Eu me contento em me sentir querida, desejada e até amada, sem ter alguém amarrado a mim.
Já tive o oposto, e não foi nada sincero. Quero sinceridade, mesmo que seja essse o preço que eu tenho que pagar para obte-la.
Só quero me sentir especial, não quero nada superficial.
Quero intensidade, abertura, intimidade.
Quero que alguém faça uma diferença na minha vida como ninguém nunca fez.
Quero poder ligar, mandar mensagem, xingar, bater, beijar, abraçar, fazer sexo, dormir de conchinha, fazer uma massagem, um carinho especial, um agrado, presentear, se preocupar, conhecer... E não somente fazer, pois fazer é muito fácil... É necessario abertura e reciprocidade nisso.
Sabe aquela pessoa que você sabe que não vai permanecer na sua vida pra sempre, mas tem certeza que será inesquecível pelas coisas que viveram e coisas q ela a fez sentir? É disso que eu to falando...
Tem coisa melhor, do que você saber que tem algum apoio, algum estímulo, e alguma motivação pra continuar na caminhada dessa doideira chamada vida?
E as vezes não é só amizade, é só uma relação diferente que você precisa...
Sem receios, sem máscaras, sem farças.
Somente ali, eu e você, sendo quem somos, e fazendo aquilo que temos vontades sem pensar no depois, ou em interpretações, seja de ambos ou de externos.
Desde sempre tudo foi diferente, e por isso excitante.
Não queria que a excitação fosse embora... Hoje só vejo o diferente ficando.
A vida é muito curta, e acredito sim que devemos fazer o que temos vontade hoje, pois não sabemos o dia de amanhã.
Mas não adianta quando tais vontades só vem de um lado né?
Mas é como falam, nem sempre querer é poder.
Dirigindo na chuva.
Pq a gente tem que entender de uma vez por todas que carinho e reciprocidade não se pede, nem muito menos se implora.
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?
Nada como um dia após o outro...
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.
É como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...
Até quando se contentar com algo que só vem quando solicitado, forçado, colocado contra a parede? Que graça que tem?
Nada como um dia após o outro...
Nada é igual, tudo está tão diferente. Só não percebe quem não quer.
E como falam, o pior cego é aquele que não quer ver. Cansei de não querer ver.
Foi-se o tempo que se achava um motivo pra se manter de pé e lutando. Mas quando não se vê mais, a queda é inevitável.
Chega uma hora que você se vê cega. E aí esfrega os olhos pra tentar enxergar alguma coisa que a faça continuar.
É como dirigir em meio a chuva forte. Você ta no carro embaçado, e não enxerga nada.... Faz de tudo, força a visão, limpa o vidro com as mãos, procura uma flanela, tenta abrir um pouco o vidro do carro mesmo que tome um pouco de chuva, mas não se importa com as gotas de chuva, pois ainda quer muito continuar dirigindo, mesmo sem saber odne aquela estrada vai dar. Mas chega um momento que você vê que a chuva não quer parar, e está longe de cessar, e aí então você percebe que o melhor é parar de dirigir. Mesmo querendo tanto permanecer naquela estrada, talvez fria, solitária, mas aconchegante na medida certa...
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Feito pedra.
"Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já
doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Uma tora.
Um macho. (...) Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu
consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais
sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém
acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da
minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já
era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma
ninja. Bate aqui no meu peito, Zé!? Sentiu o barulho de granito?"
Tati Bernardi
Tati Bernardi
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Palavras sozinhas.
De que valem as palavras se não acompanhadas as atitudes?
Nada, simplesmente nada.
Somente pó, enganação, ilusão.
E sinceramente, palavras não me surpreendem mais , não me estimulam, nem muito menos me empolgam. Atitudes provam, demonstram, são claras e explícitas, respondem perguntas.
Palavras? Soam falso, enrolam, resolvem algo momentaneamente... Mas e depois?
Palavras não me interessam, não se estiverem sozinhas.
O que quero mesmo são atitudes.
Mas é algo extinto, então o jeito é ao menos tentar se conformar com as palavras sozinhas...
Na falta de opção, a gente tenta se adaptar a realidade.
Nada, simplesmente nada.
Somente pó, enganação, ilusão.
E sinceramente, palavras não me surpreendem mais , não me estimulam, nem muito menos me empolgam. Atitudes provam, demonstram, são claras e explícitas, respondem perguntas.
Palavras? Soam falso, enrolam, resolvem algo momentaneamente... Mas e depois?
Palavras não me interessam, não se estiverem sozinhas.
O que quero mesmo são atitudes.
Mas é algo extinto, então o jeito é ao menos tentar se conformar com as palavras sozinhas...
Na falta de opção, a gente tenta se adaptar a realidade.
domingo, 16 de outubro de 2011
De sujo somente a frauda.
É triste crescer, é triste ver que a cada dia que passa, se fica mais distante da infância, a melhor parte da vida.
Crianças são limpas, sao claras, são sinceras.
Se elas não quiserem cumprimentar, não cumprimentam, se não quiserem beijar não beijam, nem abraçar, nem serem educadas, nem fazerem cerimonia, msm q isso deixem seus pais furiosos ou cheios de vergonha.
Elas são assim, e talvez por isso se tornam as criaturinhas mais fascinantes do mundo.
O tempo passa, as crianças crescem, e viram um amontoado de merda, que só fazem merda e buscam merda.
Pq crescemos? ou melhor, pq mudamos?
Pra isso não existe uma resposta... Só me resta aceitar a idade que cai sobre mim a cada dia, mesmo que isso pese e incomode.
Crianças são limpas, sao claras, são sinceras.
Se elas não quiserem cumprimentar, não cumprimentam, se não quiserem beijar não beijam, nem abraçar, nem serem educadas, nem fazerem cerimonia, msm q isso deixem seus pais furiosos ou cheios de vergonha.
Elas são assim, e talvez por isso se tornam as criaturinhas mais fascinantes do mundo.
O tempo passa, as crianças crescem, e viram um amontoado de merda, que só fazem merda e buscam merda.
Pq crescemos? ou melhor, pq mudamos?
Pra isso não existe uma resposta... Só me resta aceitar a idade que cai sobre mim a cada dia, mesmo que isso pese e incomode.
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